O elemento de estudo e de projecto da cadeira de 3º ano, prendeu-se com um complexo programa cultural e social, de um comvento da ordem dominicana.A localização, deste era a sul de viseu numa zona de forte espanção urbana, mas dentro de uma basta area de terreno estagnado e que faz, a charneira entre, a cidade e o espaço rural.









Memoria descritiva
Prologo.
Todo o projecto de arquitectura reflecte o entendimento que se tem do mundo e do tempo em que se vive.
È no fundo um processo que requer atenta investigação e interpretação do complexo programa de projecto.
Pretende-se uma arquitectura silenciosa e discreta na sua forma e disposição, uma arquitectura que cumpra primeiramente, a sua função e o exigente programa proposto, passando por dar aos seus utilizadores espaços de vida em comunidade.
Uma arquitectura precisa e verdadeira na sua forma e na sua função, para que discretamente sobreviva a múltiplas metamorfoses, provocadas pelo tempo de vida da comunidade.
Sitio.
A implantação do edifício conventual, da ordem dominicana em Viseu, situa-se, em Ranhados, numa parcela de área que se reservou por altura do anterior projecto urbano, é no fundo completar um espaço vazio na malha urbana deum pedaço de cidade proposta. A parcela destinada ao convento, situa-se na zona mais elevada do terreno, num afloramento rochoso, rodeado na evolvente próxima por árvores, e por algumas vivendas uni familiares.
Simultaneamente protegido pela mancha de arvoredo a norte e desprotegido e adoçado a uma via de circulação forte, pontuada por traseiras descuidadas de blocos de habitação uni familiar, a sul. A vantagem da escolha deste terreno, advêm da ideia de santuário . Um edifício que se dispõem sobre o terreno em escalões, sugerindo-nos a ideia de subida culminando na igreja conventual.
A articulação da proposta com o terreno é feita pela acomodação de duas “ caixas” que se distendem encosta abaixo, de forma descontraída, unidas por uma linha que se quer funcional, e que corresponde ao eixo principal de circulação e articulação entre os vários espaços, e que liga os dois volumes que compõem o complexo conventual. Ascendendo de forma fácil visual e fisicamente um extremo ao outro do convento. pretende-se funcionalidade dentro de um terreno agreste e com declive acentuado.
Envolvente próxima.
A relação que se quer com a cidade é de total abertura e de fácil acesso de ambas as partes. A implantação do edifício a eixo com a rua principal da nova malha urbana, marca os vários escalões e a ideia de subida na hierarquia de espaços interiores do edifício, que é assim marcado perante a cidade. Os acessos são resolvidos perpendicularmente ao longo da continuidade de uma outra via que liga um espaço de descompressão urbano, todos os acessos são perpendiculares a esta ultima, e também eles culminam no ponto mais alto do terreno, no adro da igreja.
Habitação para jovens e idosos01
02
03
04
05
Memoria Descritiva
Certamente que fazer cidade requer muita destreza, de escala e de rigor, o acumular de teorias de ideias fixas precisas e rigorosas, das quais todos nos iremos participar, e aprovar.
A primeira fase de projecto o planeamento urbano, tem como, referencias as velhas formas de fazer cidade, a eixo com as vias existentes e com o terreno, por forma a reservar e definir ora espaços verdes, ora massa edificada, a qual assume preponderante papel, pela densidade habitacional, três praças centralizam e definem orientações de percursos pedonais e das artérias de tráfego principais, a malha rectilínea, define quarteirões e edifícios que segundo a melhor orientação solar e disposição espacial, aproveitam pelo recurso, ao declive do terreno, e das diferentes cercea de edifícios, ganham, iluminação e o consequente desfrute da paisagem, da qual o sitio ainda oferece, pela ruralidade que apresenta a escassos metros de zonas de grande desenvolvimento urbano, do lado sul o desenvolvimento crescente da zona industrial. As praças, albergam edifícios de comercio ao nível da rua e nos restantes pisos superiores a habitação de idosos e de jovens desenvolve-se de forma ora separada em blocos diferentes ora agregada em conjunto, a salientar a proposta de habitação mista tanto pela vivência cooperação e inter ajuda entre os diferentes elementos.
O diálogo com a envolvente urbana a sul é feita de forma a não danificar o perfil baixo das moradias de habitação uni familiar, no conjunto edificado de quarteirões destacam-se dois volumes que marcam a penetração no interior dos quarteirões, a restante volumetria, desenvolve-se apenas em dois pisos e marcam o perfil baixo da nova cidade que se propõe. Os quarteirões, são agora desfragmentados permitindo o acesso a residentes ou não residentes, o acesso ao estacionamento, que se desenvolve em subsolo, dentro da área de recreio do quarteirão, as aberturas para iluminação e ventilação do estacionamento, anima e marca os percursos da zona de recreio acima desta estrutura comum a todos os residentes e não residentes, o acesso aos edifícios é feito por túneis de acesso, do qual se destacam e estendem, como ramificações que buscam algo no subsolo, o elevador e escadas resolvem os acessos verticais. A proposta de habitação para jovens prende-se com uma grande mobilidade especialidade em duplo pé direito, a definição do espaço, em zonas de sociais amplas e arejadas servidas por pontuais núcleos de serviço, como sejam a cozinha e WC, a preocupação dos espaços prende-se com a vida despreocupada dos nossos jovens, do forte convívio de áreas espaciais amplas, a divisão de espaços comuns e de dormir é feito pela diferença de cotas no interior, espaço inferior social, espaço superior de descanso com aberturas generosas sobre a paisagem a sul, o acesso fácil e directo da rua, por escada proporciona uma enorme mobilidade da habitação para a rua e vice versa, poder aceder com uma bicicleta ao apartamento, através da galeria exterior, orientadora de todo o espaço, marcando assim a transição entre rua e habitação. A habitação mista prende-se com a necessidade de, albergar diferentes situações sociais como sejam uma família avos e netos, ou mesmo desconhecidos, a compartimentação de espaços, tem a preocupação de diferenciar e pela diferenciação e respeito mutuo, procurar, uma vivência forte entre diferentes gerações, também esta unidade se desenvolve em duplo pé direito, com a preocupação de arrumar espaços sociais e individuais, dois quartos ao nível da rua e espaços sociais, cozinha e sala de estar, conferem uma fácil mobilidade a idosos, o piso superior, é ocupado por um amplo espaço de dormir, comum a três camas, e servido por roupeiro interior e casa de banho, comum ao quarto.
A unidade desenvolvida para albergar idosos, revela já uma preocupação de um acesso vertical, feito a partir de elevador ou de escada também esta desenvolvida em galeria, exterior, a planta, de acesso fácil e directo das zonas de convívio e de descanso, passando pelos serviços, os quartos com orientação, a sul, com casa de banho particular, permitem ao idoso, fácil mobilidade das tarefas diárias.
Habitação a custos controlados. paineispainel 1

painel 2

painel 3

painel 4
fotos da maqueta







imagens virtuais



Memoria descritiva
A nova proposta para habitação colectiva, a custos controlados, prende-se essencialmente com a economia, simplicidade, que teve um preponderante papel orientador no desenvolvimento do projecto, e o rigor, na disposição e orientação de simples panos de alvenaria de tijolo, ou o esqueleto que a suporta, dando forma e definindo, ora espaços públicos (pátio e acessos comuns aos dois corpos), ora na delimitação dos espaços interiores da habitação.
A inclinação do terreno, permitiu criar pequenos socalcos que vão escalonando, na direcção de poente longitudinalmente, e da praça transversalmente com o recurso a plataformas diferentes, resolve-se o acesso ao estacionamento na superfície mais baixa da plataforma, permitindo um estacionamento semienterrado. As plataformas principais (praça ruas de circulação e pátios interiores), marcam todo o percurso, desde a rua ao acesso interior no quarteirão, ou ao espaço comercial da praça.
O ponto de partida de um novo e diferente processo urbano, é o pátio e a sua relação com os dois volumes a propor, na relação de ½ em que o volume maior em largura orientado a praça principal, alberga os serviços necessários a vida urbana, rasgado, por uma ampla galeria “ passadeira”central definidora e orientadora de todo o espaço de habitação, a qual se desenvolve em duplo pé direito. A preocupação de acessos comuns aos dois blocos através dos pátios centrais, ora por rampas ou por escadas situadas nos dois extremos, os panos de parede que protegem o acesso as rampas orientam e delimitam o pátio, definindo elas próprias os percursos interiores no pátio, pontuadas por 4 imponentes oliveiras e nas extremidades os acessos, pautam o inicio e o fim dos percursos interiores.
Os pequenos módulos de 7por 7 que se encontram nas extremidades, encerram as três dimensões dos pátios, conferindo-lhe um carácter mais interior perante olhares atentos do transeunte, eles próprios olham a cidade e escondem-se, entrelaçam-se unem-se aos dois grandes braços longitudinais, escondendo desejos, alegrias e angustias no interior dos pátios.
A tipologia de duplo pé direito, aproveitando a inclinação dos telhados de duas aguas (de fácil execução) dão o ponto de partida para com o recurso a poucos panos de parede e mesmo aberturas interiores, a uma diferenciação de espaços que se querem ora encerrados para o desenrolar das tarefas diárias ou a sala de estar com um amplo pé direito animado com a inclinação dos telhados, e com farta iluminação a ambos os lados da praça, da rua e do pátio interior, a disposição dos quartos no segundo piso, marca o culminar de um ciclo, fazer os alimentos, alimentar-se, recriar, e por ultimo descansar rigor na disposição das paredes de alvenaria de tijolo, por forma a definir os espaços interiores, encerrando, os espaços de serviço que se dispõem paralelos a galeria, e marcados pela centralidade da escada de acesso, a qual marca uma divisão, na sala de estar definindo dois espaços a apropriar pelos habitantes, para os serviços pequenos vãos virados a galeria, para a sala e quartos, iluminação e vistas para o pátio e para a praça. O pequeno volume de tipologia 0 destaca-se fechando as três dimensões do quarteirão e pautando o fim da rampa de acesso, o espaço interior é marcado por um pequeno modulo de habitação no qual se pretende criar pela sucção de pequenos espaços que marcam as tarefas diárias, a circulação da planta tipo, entrar e olhar a cidade, ou circular em torna das tarefas diárias.
Álvaro Pereira