Projecto

1.19.2008

Projecto integrado urbano

Memoria descritiva:
Pretende-se reestruturar/urbanizar, uma antiga zona industrial, actualmente muito degradada situada numa das principais entradas norte da cidade de Viseu. É uma zona que faz de forma desordenada a transição entre a estrada N229 e o rio Pavia. Desde logo as condicionantes estabelecidas pelas zonas de protecção da estrada do rio e das reservas ecológica e agrícola, estabeleceram os limites de intervenção. Partindo do principio de que todos os edifícios que existiam, por ter funções industriais, teriam de ser demolidos. De repente caímos num vazio em que as vias a propor ganhavam uma expressão desmesurada na ordenação do território. As principais preocupações do plano passaram pela difícil conciliação entre o sítio caracterizado ao longo do rio por uma biodiversidade de espécies vegetais e animais muito própria, o programa pedido, e a estruturação das vias e do território por forma a definir uma leitura contínua em toda a área de intervenção. A linha e o módulo parcelar surgem dessa preocupação de unidade.

001 analise da cidade



002 proposta



003 sistema viario proposto



004 desenho urbano tipo



005 desenho do rio



006 proposta de organização/ocupação para Viseu

9.28.2007

Projecto de reabilitação Figueira da Foz

Memoria descritiva


Intervenção.

Pretende-se reabilitar um pequeno edifício de habitação na Figueira da Foz, construído no início do século XX. O edifício constituído por dois andares de habitação e aproveitamento do desvão da cobertura, com dois inquilinos diferentes, foi sofrendo vários acrescentos ao longo do tempo, e cada vez se tornou mais confuso, nas circulações, vem como na organização interior. O edifício foi sendo compartimentado, de forma a albergar o maior número de pessoas. Com esta voracidade, o edifício tornou-se num espaço desinteressante para a habitação. O edifício a reabilitar é adaptado a uma casa de ferias, com novas vivências de espaços. Pretende-se rentabilizar o edifício, tornando-o mais flexível e democrático, no usufruto dos usos. O edifício passa a ser habitado por um conjunto de pessoas que tem acesso a todos os compartimentos.
A proposta de reabilitação para este edifício é desenvolvida sob três objectivos principais.

REABILITAR O POSITIVO ENCONTRAR UMA ROTULA PARA ADICIONAR EM NEGATIVO.


1- O núcleo primário do edifício, tratando-se de um exemplar com inegável valor patrimonial, sob o ponto de vista construtivo, tipológico e arquitectónico, evidencia a unidade arquitectural imposta no Bairro Novo. O objectivo é utilizar, as técnicas e os materiais tradicionais, numa estrutura ainda bem conservada, e em que é lógico fazê-lo pois trata-se de um edifício que funciona como um todo, e é injusto retirar-lhe a componente decorativa ao nível da fachada e dos interiores. A recuperação é dada ao nível dos espaços, passando, pelo redesenho das carpintarias interiores e exteriores, bem como restaurar, as alvenarias, as argamassas de reboco, bem como a pintura original. O objectivo é tornar clara a leitura do núcleo primitivo, tanto ao nível do interior bem como no exterior (face da rua e face do interior do quarteirão/pátio).


2- Com o preenchimento do quarteirão, com vivências em torno de um pátio, pretende-se encontrar de forma clara e contida sempre na base do núcleo principal procurar, um encaixe discreto, e sábio, um encaixe rotula que saiba aliar duas técnicas construtivas e materiais diferentes, “Porque a verdade é a sabia correspondência entre coisas distintas”. O novo núcleo disposto na profundidade do quarteirão, pretende reforçar na base a leitura do núcleo primitivo. A vivência e introspecção em torno de um pátio, é a nova realidade que se dissimula na base da existência. Este novo corpo funciona como um embasamento que reforça o núcleo primitivo.
A rótula pretende ser o elo de ligação funcional entre os dois edifícios. Essa rótula é definida ao nível do subsolo e liga o núcleo primitivo, directamente a partir da bomba de escadas existentes, ao novo edifício a projectar. A piscina exterior é a rótula conceptual, ao nível do pátio, esta pretende agarrar as duas construções núcleo primitivo e núcleo, a propor.

3- O novo edifício pátio alberga todos os sistemas tecnológicos comtemporaneos á habitação. Correntemente designados por Domotica, libertando esta carga de infra estruturas técnicas do edifício primitivo. Esta integração tecnológica, para alem de permitir uma automatização doméstica de tarefas quotidianas, significa a gestão de uma forma global dessas tarefas o que resulta num alto padrão de conforto, num maior nível de segurança e num consumo racional de energia. Toda a vivência do novo edifício desenrola-se em torno de um pátio que capta a luz natural para o seu interior, e a leva aos compartimentos que agora dispõem de uma nova privacidade visual alheia a estranhos. A cobertura deste edifício, é invertida e definida por um extenso solário, em ripado de madeira de pinho tratado. O objectivo desta cobertura é ser vista de cima e aproveitar, uma área de lazer ,para apanhar sol, ou para as crianças brincarem, a partir da cobertura podemos ainda avistar pequenos trechos de mar, e sentir a maresia.













9.26.2007

Projecto 4ºano escola de musica em viseu

Escola de musica em viseu.

A escola de musica foi a investigação de dois semestres de intenço e rapido estudo, sobre um territorio e um programa complexo, e com areas de edificado consideradas.
A localização do terreno bem como a complexidade exigida por um edificio de aularios, impos-nos um trilho do qual pouco nos podemos desviar.
Todos os projectos são influenciados por alguem que nos orienta. A arquitecta e professora Marta Aguiar.

















Esc.1.500




Esc.1.200





Esc. 1.50





Memoria descritiva e justificativa.

Prologo:

Todo o projecto de arquitectura reflecte o entendimento que se tem do mundo e do tempo em que se vive.
A proposta de uma escola de música para uma cidade de importância regional, como Viseu é uma atitude prestável.
Uma escola tem um papel preponderante na malha urbana e sobretudo nas pessoas e na cultura de um povo.

Sitio:

O lote onde se implanta a escola de música, situa-se numa zona de fraca e estagnada expansão urbana, uma zona “encravada” entre a malha consolidada da cidade e os arredores, adoçados á estrada circular, que delimita e fecha o lote a norte. O lote encontra-se assim simultaneamente demasiado exposto, desprotegido e adoçado a uma estrada circular, pontuado por traseiras descuidadas, de blocos de habitação e comercio, com uma cercea média de 10m de altura, encerando o lote a poente conferindo um carácter, quase suburbano, confinando com o terreno, a norte. A nascente o terreno é rematado na sua cota mais elevada por um antigo solar, com uma imponente massa edificada. Este antigo solar encontra-se também ele degradado. A dispersão e desorganização provocada por pequenos fragmentos, de casas agrícolas, e árvores que nasceram ao acaso, provocam uma certa desordem e dificultam a leitura dos socalcos.
A topografia, do lote, é caracterizada pelos socalcos, que suportam e resolvem a pendente, em pequenas plataformas lineares, no sentido transversal do terreno. Os socalcos perdem expressão, no sentido longitudinal, em direcção a norte, por vezes passando despercebidos.
O terreno sugere pela relação de cotas em socalcos, uma atitude distinta: furar o terreno protegendo a casa e reforçando-a na malha urbana, servindo o edifício como contraforte, uma massa comparada a um socalco habitável, que se relaciona nas proximidades do muro, mais elevado na base da casa. O edifício agarra-se ao terreno e ao muro, no ponto de intersecção entre o escavado e a formação de três praças naturais que os socalcos definem a priori, todas elas com uma diferença de cota de 1 metro de altura, subindo na direcção nascente. Uma observação cuidada ao terreno permite-nos ter uma leitura de espaço vazio de quarteirão inacabado, que necessita de ser preenchido, criando assim uma situação mais urbana. A nova estrutura escolar pretende assim relacionar-se com o jardim a poente bem como prolongar a sua continuidade, física e visual, de e para a escola, e com o forte alinhamento da avenida Sª Cristina. A continuidade e penetração, nas três praças a propor, é feita a partir do passeio existente, criando, assim um segundo percurso, paralelo ao muro existente.
A ideia de plataforma/ socalco habitável, surge, da leitura dos dois muros, com mais expressão, e que sustentam a massa edificada do solar. O edifício abre-se em pátios sobre a paisagem mais silenciosa, nas proximidades do terreno e ao longe o monte de Sª Luzia.



Programa:

O programa pretende que a proposta dialogue com a sua envolvente urbana próxima. Assim o socalco habitável, torna-se fechado ao exterior, generosamente aberto e vivido no interior. Abrindo-se apenas nas duas extremidades, permitindo, uma continuidade, visual e física, entre as duas circulações extremas e opostas. Criando um percurso exterior público entre os dois extremos, ligando as três pracetas, de chegada, ao parque florestal do Fontelo, surge a intenção de unir e amarrar dois pontos dispersos, deste “não lugar” descaracterizado.
A estrutura plataforma surge com um forte sentido de permanência, para com o terreno, funcionando como um escudo, que se fecha sobre si mesmo, criando no seu interior uma sucessão de espaços exteriores (pátios) que permitem simultaneamente abrigo, convívio tranquilidade, zonas de fresco e introspecção espacial.
O complexo programa pedido, e as relações entre os vários espaços, a sua relação funcional, e disposição espacial, bem como as relações de proximidade e hierarquia de espaços/sons, levaram a uma estratégia operativa que conjuga três distintos desejos funcionais, contidos no programa: 1- átrio, salas de concerto para alunos e publico, foyer, auditório, biblioteca. 2- Salas de aula, de estudo, gabinetes, e refeitório 3- zonas de apoio. O edifício articula estas três intenções, ao longo de um estruturante eixo de circulação, que pretende ser claro, orientador, legível e neutro.
A circulação tal como todo o programa edificado desenvolve-se em torno e ao longo do muro existente.
O edifício proposto desenvolve-se em três pisos, sendo o piso 0- nobre ou de entrada – de generoso pé direito, semienterrado em relação a cota da rua. O átrio de entrada e a zona de refeitório constituem os dois núcleos estruturantes e que são unidos nas extremidades pelo eixo estruturante de circulação, que inicia a penetração para o interior da escola, em duplo pé direito, e que gradualmente se torna mais semi publico, ou privado, diminuindo para metade o seu pé direito. Todo se abre em torno de este eixo e dele para o exterior, os pátios filtram a luz para o corredor tornando-o mais dinâmico e in/constante. Estes pátios para onde convergem as salas de aulas e os gabinetes tem saída própria para o exterior e desta forma favorecem-se circulações independentes do eixo de acesso. Circulações estas que se querem claras e que permitam uma leitura unitária da escola. Ao longo desta linha de circulação, o programa é adoçado, a um e outro lado. A poente/norte, as salas de aulas que se desenvolvem em torno de três pátios, abertos visual e fisicamente sobre a paisagem, a nascente sul, as zonas de apoio, desenvolvem-se linearmente ao longo, e na base do muro existente.
Os dois volumes que se desprendem do corpo principal, pretendem vencer a topografia criada pelos socalcos, amarrar as preexistências, a nascente e a poente, e criar, novas vivências urbanas, bem como conferir vivência ao percurso, paralelo ao muro. O volume da mediateca, com um pé direito de 3 m pretende também ele reforçar na base a plataforma onde assenta o solar, conferindo-lhe maior destaque. Este volume é bastante permeável, ao público pela praceta exterior e aos alunos pelo átrio interior.
O auditório é composto por duas “caixas” minimalistas, sendo a exterior a pele ou escudo protector e a interior o limite da cena e das relações plateia/palco. Pelo exterior o volume apresenta uma massa forte e fechada, relacionando-se em altura com as casas pré existentes a oeste, criando uma parede minimal, que cerca a praça a oeste, escondendo deliberadamente as casas pré existentes.

Conceito:

Pretende-se criar num terreno difícil um edifício de fácil aceso, ás várias cotas sugeridas pelos socalcos.


“ A arquitectura deve através da articulação dos seus componentes, recuperar invariáveis por vezes perdidas, mas de grande riqueza espacial” Ignacio Mendaro Corsini.

Conceito construtivo:

A solução estrutural adoptada para a construção da escola de musica assenta, no geral, na utilização de lajes maciças que se apoiam directamente em paredes estruturais de betão armado, e na utilização pontual de estruturas mistas com recurso a perfis metálicos, nomeadamente nos grandes vãos da cobertura do auditório e do anfiteatro. Uma academia de música por definição é um edifício complexo ao nível das infra estruturas. Surge a necessidade de introduzir numa fase de concepção de projecto de arquitectura, lugares ou negativos entre a estrutura das paredes resistentes, condutas de passagem de infra estruturas. Todas as infra estruturas são concentradas em núcleos comuns ao longo do corpo central, seguindo um esquema simples. Condutas verticais e condutas horizontais, ambas com percursos próprios e facilmente acessíveis á manutenção, libertando as paredes de parasitas infraestruturais, a “pele” interior do edifício é materializada no mínimo espaço possível.
A cobertura do edifício é por definição um prolongamento da plataforma do solar. O prolongamento do solo vegetal, funde-se com a nova cobertura a propor. Procurou-se resolver a cobertura no mínimo espaço possível, de forma a não quebrar o eixo visual, que se tem do terreno a partir da plataforma do solar. A necessidade de isolar continuamente o edifício pelo exterior dada a sua situação de adoçamento ao terreno, é feita com uma tradicional fachada ventilada revestida a folha de aço inox, reforçando a horizontalidade do edifício. O auditório um volume destacado e autónomo, pretende ser uma massa compacta e isolada, a “pele” do auditório, é assim materializada pondo em evidencia o esquema estrutural que lhe está subjacente. O betão face a vista é por definição do próprio material estrutural o revestimento exterior.

9.24.2007

Projecto 3º ano convento dominicano

O elemento de estudo e de projecto da cadeira de 3º ano, prendeu-se com um complexo programa cultural e social, de um comvento da ordem dominicana.A localização, deste era a sul de viseu numa zona de forte espanção urbana, mas dentro de uma basta area de terreno estagnado e que faz, a charneira entre, a cidade e o espaço rural.












Memoria descritiva

Prologo.

Todo o projecto de arquitectura reflecte o entendimento que se tem do mundo e do tempo em que se vive.
È no fundo um processo que requer atenta investigação e interpretação do complexo programa de projecto.
Pretende-se uma arquitectura silenciosa e discreta na sua forma e disposição, uma arquitectura que cumpra primeiramente, a sua função e o exigente programa proposto, passando por dar aos seus utilizadores espaços de vida em comunidade.
Uma arquitectura precisa e verdadeira na sua forma e na sua função, para que discretamente sobreviva a múltiplas metamorfoses, provocadas pelo tempo de vida da comunidade.

Sitio.

A implantação do edifício conventual, da ordem dominicana em Viseu, situa-se, em Ranhados, numa parcela de área que se reservou por altura do anterior projecto urbano, é no fundo completar um espaço vazio na malha urbana deum pedaço de cidade proposta. A parcela destinada ao convento, situa-se na zona mais elevada do terreno, num afloramento rochoso, rodeado na evolvente próxima por árvores, e por algumas vivendas uni familiares.
Simultaneamente protegido pela mancha de arvoredo a norte e desprotegido e adoçado a uma via de circulação forte, pontuada por traseiras descuidadas de blocos de habitação uni familiar, a sul. A vantagem da escolha deste terreno, advêm da ideia de santuário . Um edifício que se dispõem sobre o terreno em escalões, sugerindo-nos a ideia de subida culminando na igreja conventual.
A articulação da proposta com o terreno é feita pela acomodação de duas “ caixas” que se distendem encosta abaixo, de forma descontraída, unidas por uma linha que se quer funcional, e que corresponde ao eixo principal de circulação e articulação entre os vários espaços, e que liga os dois volumes que compõem o complexo conventual. Ascendendo de forma fácil visual e fisicamente um extremo ao outro do convento. pretende-se funcionalidade dentro de um terreno agreste e com declive acentuado.

Envolvente próxima.

A relação que se quer com a cidade é de total abertura e de fácil acesso de ambas as partes. A implantação do edifício a eixo com a rua principal da nova malha urbana, marca os vários escalões e a ideia de subida na hierarquia de espaços interiores do edifício, que é assim marcado perante a cidade. Os acessos são resolvidos perpendicularmente ao longo da continuidade de uma outra via que liga um espaço de descompressão urbano, todos os acessos são perpendiculares a esta ultima, e também eles culminam no ponto mais alto do terreno, no adro da igreja.

Habitação para jovens e idosos
01

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Memoria Descritiva


Certamente que fazer cidade requer muita destreza, de escala e de rigor, o acumular de teorias de ideias fixas precisas e rigorosas, das quais todos nos iremos participar, e aprovar.
A primeira fase de projecto o planeamento urbano, tem como, referencias as velhas formas de fazer cidade, a eixo com as vias existentes e com o terreno, por forma a reservar e definir ora espaços verdes, ora massa edificada, a qual assume preponderante papel, pela densidade habitacional, três praças centralizam e definem orientações de percursos pedonais e das artérias de tráfego principais, a malha rectilínea, define quarteirões e edifícios que segundo a melhor orientação solar e disposição espacial, aproveitam pelo recurso, ao declive do terreno, e das diferentes cercea de edifícios, ganham, iluminação e o consequente desfrute da paisagem, da qual o sitio ainda oferece, pela ruralidade que apresenta a escassos metros de zonas de grande desenvolvimento urbano, do lado sul o desenvolvimento crescente da zona industrial. As praças, albergam edifícios de comercio ao nível da rua e nos restantes pisos superiores a habitação de idosos e de jovens desenvolve-se de forma ora separada em blocos diferentes ora agregada em conjunto, a salientar a proposta de habitação mista tanto pela vivência cooperação e inter ajuda entre os diferentes elementos.
O diálogo com a envolvente urbana a sul é feita de forma a não danificar o perfil baixo das moradias de habitação uni familiar, no conjunto edificado de quarteirões destacam-se dois volumes que marcam a penetração no interior dos quarteirões, a restante volumetria, desenvolve-se apenas em dois pisos e marcam o perfil baixo da nova cidade que se propõe. Os quarteirões, são agora desfragmentados permitindo o acesso a residentes ou não residentes, o acesso ao estacionamento, que se desenvolve em subsolo, dentro da área de recreio do quarteirão, as aberturas para iluminação e ventilação do estacionamento, anima e marca os percursos da zona de recreio acima desta estrutura comum a todos os residentes e não residentes, o acesso aos edifícios é feito por túneis de acesso, do qual se destacam e estendem, como ramificações que buscam algo no subsolo, o elevador e escadas resolvem os acessos verticais. A proposta de habitação para jovens prende-se com uma grande mobilidade especialidade em duplo pé direito, a definição do espaço, em zonas de sociais amplas e arejadas servidas por pontuais núcleos de serviço, como sejam a cozinha e WC, a preocupação dos espaços prende-se com a vida despreocupada dos nossos jovens, do forte convívio de áreas espaciais amplas, a divisão de espaços comuns e de dormir é feito pela diferença de cotas no interior, espaço inferior social, espaço superior de descanso com aberturas generosas sobre a paisagem a sul, o acesso fácil e directo da rua, por escada proporciona uma enorme mobilidade da habitação para a rua e vice versa, poder aceder com uma bicicleta ao apartamento, através da galeria exterior, orientadora de todo o espaço, marcando assim a transição entre rua e habitação. A habitação mista prende-se com a necessidade de, albergar diferentes situações sociais como sejam uma família avos e netos, ou mesmo desconhecidos, a compartimentação de espaços, tem a preocupação de diferenciar e pela diferenciação e respeito mutuo, procurar, uma vivência forte entre diferentes gerações, também esta unidade se desenvolve em duplo pé direito, com a preocupação de arrumar espaços sociais e individuais, dois quartos ao nível da rua e espaços sociais, cozinha e sala de estar, conferem uma fácil mobilidade a idosos, o piso superior, é ocupado por um amplo espaço de dormir, comum a três camas, e servido por roupeiro interior e casa de banho, comum ao quarto.
A unidade desenvolvida para albergar idosos, revela já uma preocupação de um acesso vertical, feito a partir de elevador ou de escada também esta desenvolvida em galeria, exterior, a planta, de acesso fácil e directo das zonas de convívio e de descanso, passando pelos serviços, os quartos com orientação, a sul, com casa de banho particular, permitem ao idoso, fácil mobilidade das tarefas diárias.

Habitação a custos controlados. paineis

painel 1

painel 2


painel 3

painel 4

fotos da maqueta









imagens virtuais




Memoria descritiva

A nova proposta para habitação colectiva, a custos controlados, prende-se essencialmente com a economia, simplicidade, que teve um preponderante papel orientador no desenvolvimento do projecto, e o rigor, na disposição e orientação de simples panos de alvenaria de tijolo, ou o esqueleto que a suporta, dando forma e definindo, ora espaços públicos (pátio e acessos comuns aos dois corpos), ora na delimitação dos espaços interiores da habitação.
A inclinação do terreno, permitiu criar pequenos socalcos que vão escalonando, na direcção de poente longitudinalmente, e da praça transversalmente com o recurso a plataformas diferentes, resolve-se o acesso ao estacionamento na superfície mais baixa da plataforma, permitindo um estacionamento semienterrado. As plataformas principais (praça ruas de circulação e pátios interiores), marcam todo o percurso, desde a rua ao acesso interior no quarteirão, ou ao espaço comercial da praça.
O ponto de partida de um novo e diferente processo urbano, é o pátio e a sua relação com os dois volumes a propor, na relação de ½ em que o volume maior em largura orientado a praça principal, alberga os serviços necessários a vida urbana, rasgado, por uma ampla galeria “ passadeira”central definidora e orientadora de todo o espaço de habitação, a qual se desenvolve em duplo pé direito. A preocupação de acessos comuns aos dois blocos através dos pátios centrais, ora por rampas ou por escadas situadas nos dois extremos, os panos de parede que protegem o acesso as rampas orientam e delimitam o pátio, definindo elas próprias os percursos interiores no pátio, pontuadas por 4 imponentes oliveiras e nas extremidades os acessos, pautam o inicio e o fim dos percursos interiores.
Os pequenos módulos de 7por 7 que se encontram nas extremidades, encerram as três dimensões dos pátios, conferindo-lhe um carácter mais interior perante olhares atentos do transeunte, eles próprios olham a cidade e escondem-se, entrelaçam-se unem-se aos dois grandes braços longitudinais, escondendo desejos, alegrias e angustias no interior dos pátios.
A tipologia de duplo pé direito, aproveitando a inclinação dos telhados de duas aguas (de fácil execução) dão o ponto de partida para com o recurso a poucos panos de parede e mesmo aberturas interiores, a uma diferenciação de espaços que se querem ora encerrados para o desenrolar das tarefas diárias ou a sala de estar com um amplo pé direito animado com a inclinação dos telhados, e com farta iluminação a ambos os lados da praça, da rua e do pátio interior, a disposição dos quartos no segundo piso, marca o culminar de um ciclo, fazer os alimentos, alimentar-se, recriar, e por ultimo descansar rigor na disposição das paredes de alvenaria de tijolo, por forma a definir os espaços interiores, encerrando, os espaços de serviço que se dispõem paralelos a galeria, e marcados pela centralidade da escada de acesso, a qual marca uma divisão, na sala de estar definindo dois espaços a apropriar pelos habitantes, para os serviços pequenos vãos virados a galeria, para a sala e quartos, iluminação e vistas para o pátio e para a praça. O pequeno volume de tipologia 0 destaca-se fechando as três dimensões do quarteirão e pautando o fim da rampa de acesso, o espaço interior é marcado por um pequeno modulo de habitação no qual se pretende criar pela sucção de pequenos espaços que marcam as tarefas diárias, a circulação da planta tipo, entrar e olhar a cidade, ou circular em torna das tarefas diárias.


Álvaro Pereira